Sul


Se a Terra é redonda, por que convencionamos dizer “América do Sul” ou “Rio Grande do Sul”? Para pensar sobre SUL você terá que olhar para cima


2019
Neon e estrutura metálica
1,55 m x 3,05 m


As letras são ferramentas de representação, assim como as imagens. Ao escrevermos ou falarmos “sul”, nos conectamos imediatamente com a porção baixa de qualquer território. Mas, se a Terra é redonda, por que convencionamos dizer “América do Sul” ou “Rio Grande do Sul”? Haveria algum tipo de hierarquização no mapa do Brasil e do mundo?

A instalação site-specific de Carmela Gross chamada Sul problematiza essas questões com 256 lâmpadas de LED, mais especificamente 94 para compor a letra S, outras 92 para a letra U e 70 lâmpadas para formar o L.

Assim como já ocorreu em 2006, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, e em 2007, na Bienal de Valência, na Espanha, Sul foi pensado especialmente para o átrio do Farol Santander. Isso aconteceu porque, nesse tipo de trabalho, a artista parte da arquitetura do lugar para compor sua obra, considerando e valorizando o que se passa no local antes que ela seja instalada. Então, para nos relacionarmos com Sul, precisamos levar em conta este entorno, com seus formatos, suas cores, suas texturas e suas luminosidades, além das pessoas que o ocupam cotidianamente. Também podemos nos perguntar: o que estaria fazendo o Sul no teto ou, em outras palavras, no norte? Que tipo de relação entre norte e sul a artista provoca com este trabalho?


Sul
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MP3 audio icon 11. Sul.mp3 — Áudio MP3, 2.95 MB (3096994 bytes)



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