Quasares


“Em Quasares, realizei uma sequência de operações foto-mecânicas, buscando desconstruir imagens comprometidas com a ilustração e a representação”.
Carmela Gross


1983
off-set sobre papel
1 m x 0,70 m (cada)
Série de 11 gravuras


Diante das manchas pretas sobre o campo branco, talvez seja mais confortável se render a um jogo de associações que permita relacionar o que se vê a algo do mundo. É normal, Quasares podem provocar estranhamento, mas, o que o conjunto de gravuras de Gross dá a ver é, justamente, um processo de tentativas insistentes de romper com os limites do que é reconhecível. Ela faz isso para trazer à tona o próprio processo de construção do desenho, testando os limites de seus procedimentos artísticos, algo que a artista experimenta desde o início de sua trajetória.

Primeiro, Gross os chamou de buracos negros, mas, depois, os identificou como quasares, quase-estrelas, massas extremamente brilhantes de energia e luz, os objetos mais distantes da nossa galáxia e que ainda podem ser localizados daqui.

A partir de desenhos recolhidos de pequenas ilustrações, ela inicia operações técnico-mecânicas para modificar a configuração inicial das imagens: primeiro, as copia por xerox, eliminando detalhes e o volume das figuras; depois, amplia várias vezes a mesma imagem, como se aproximasse o olhar, com efeito de lupa. Após sucessivas reproduções e ampliações, a imagem é fotografada, sendo o negative ampliado sem foco. Essas imagens, cuja referência exata já se perdeu, é o que temos para acessar a obra.


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Quasares
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