Amilcar de Castro

Escultor, gravador, desenhista, diagramador, cenógrafo, professor.

Mineiro de Paraísópolis.

​Um dos criadores do Movimento Neoconcreto com Ferreira Gullar, Franz Weissmann, Lygia Pape, Lygia Clark, entre outros.

Em sua escultura, em vez de adicionar ou subtrair matéria, parte de um plano (circular, retangular, quadrado etc.) que é cortado e dobrado, formando um objeto tridimensional articulado por intenso diálogo com o espaço. Sem fragmentar a matéria, a separação provocada pelos cortes e dobras mantém a unidade interna da escultura. A ausência da solda, o que lhe daria um caráter artificial, e a resistência do ferro à ação do homem, devido à espessura das placas, convivem com a presença do tempo que o encardido da ferrugem explicita.

Em seus desenhos - ligados profundamente ao trabalho escultórico e à litografia que desenvolve nos anos 1990 - seu gesto se acentua. Alguns permitem diversas posições e configurações, o artista inclusive assina em vários lados. A organização do espaço surge neles sem um projeto anterior, como se pode ver na fluidez do seu gesto e do rastro da pincelada. Em parte de suas últimas esculturas, não realiza dobras, mas apenas cortes em espessas paredes de ferro que deixam a luz passar. Em algumas, liberta um sólido móvel, mas resguarda a unidade que o corte a princípio teria desfeito. É a sutil justaposição desse sólido ao plano que mantém a possibilidade de sua integração ao todo.

Exposições realizadas com a 4ART:

  • Do risco ao Risco – Museu Vale – Vitória/ES – 2015
  • Amilcar de Castro 34 desenhos – Caixa Cultural, RJ e SP